Garoto de 12 anos mata acidentalmente sobrinho de 5
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domingo, 02 de maio de 1999
Por Natalie Antar, especial para a AE 
São Paulo, 03 (AE) - O garoto L.F.G., de 12 anos, matou acidentalmente, com um tiro de revólver calibre 38, seu sobrinho
Lucas Gomes Rossinoli, de 5 anos. A tragédia ocorreu na noite de ontem (02), na casa da policial militar Fabiana Trafani Gomes
em Santo André, na região do ABC, grande São Paulo. Fabiana, que é dona da arma, é mãe de Lucas e irmã do menino que fez o disparo.
No domingo, Fabiana foi escalada para dar plantão no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), do ABCD. Como faz sempre que precisa trabalhar, levou o único filho para a casa de seus pais, que fica a poucos metros do prédio onde ela morava apenas com Lucas. Ao sair do trabalho, passaria para pegá-lo. Segundo os vizinhos, por volta de 18 horas, Lucas, acompanhado de L.F.G., voltou para casa e disse que iria dar comida para seu coelhinho de estimação.
"Eles entraram e, aparentemente, estava tudo tranquilo", disse a vizinha Denise de Castro, de 33 anos. "Depois de algum tempo, escutamos o barulho de um disparo e, em seguida, o pedido de socorro". Os vizinhos correram na direção do apartamento de Fabiana. "Enquanto um ficava com o menino, outras pessoas ligaram para o resgate do Corpo de Bombeiros e para Polícia Militar", contou Denise. "O garoto que deu o tiro estava também muito nervoso".
Lucas foi levado para o Pronto-Socorro de Santo André, onde não resistiu ao ferimento e morreu após dar entrada. Seu corpo foi velado no início da tarde de hoje no Cemitério Jardim Santo André. O enterro foi às 16h30. O caso foi registrado no 4.º Distrito Policial da cidade. L. foi encaminhado para a Vara de Infância e Juventude de Santo André. O revólver foi apreendido para perícia. Havia cinco balas intactas.
Segundo informações registradas no boletim de ocorrência
a arma da policial estava guardada em cima do armário, atrás de alguns documentos. A polícia acredita que L., deve ter procurado revólver e, como estava carregado, ao segurá-lo houve o disparo que acabou na morte do sobrinho. Cuidados - Para o diretor da Divisão de Produtos Controlados da Polícia Civil, Dejar Gomes Neto, quem possui uma arma legalizada em casa deve sempre guardá-la sem munição e em local seguro onde crianças, nem mesmo com o apoio de escadas ou cadeiras, possam alcançar. "O importante é tomar o cuidado para nunca deixar uma arma municiada dentro de casa", disse.
Ele explicou que a nova Lei de Porte e Registro de Armas prevê pena de 2 a 4 anos de prisão para quem não zelar pela guarda de seu revólver. "Se a arma parar na mão de uma pessoa com menos de 18 anos ou deficiente mental e acontecer algum acidente, o proprietário, dependendo da situação, pode ser processado".


