Rio - Depois de trocar o comando de dez batalhões da Polícia Militar, a Secretaria de Segurança Pública do Rio vai substituir também 11 delegados. Entre os nomes que serão mudados está o de Renato de Carvalho Bezerra, titular da 6Delegacia de Polícia. Ele vinha investigando o ataque contra a Universidade Estácio de Sá, em que a estudante Luciana Gonçalves de Novaes foi baleada no rosto, no último dia 5.
O motivo da saída de Bezerra é a insatisfação com a apuração do crime, que ontem passou para a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Oito dias depois do ataque, ninguém foi preso. O chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, também não gostou de ficar sabendo pelos jornais da existência de imagens gravadas pelo circuito interno de TV da Estácio.
Entre as outras delegacias que sofrerão mudanças estão as dos bairros da Tijuca, Méier e Engenho Novo, todos na zona norte da capital, áreas com grande concentração de favelas e onde são constantes os conflitos envolvendo traficantes de drogas. Oficialmente, o objetivo do troca-troca é agilizar as investigações.
Recuperação - A estudante de enfermagem Luciana Gonçalves de Novaes, 19, deixou o estado de coma induzido na noite de domingo. Os médicos decidirão hoje se ela será submetida a uma cirurgia para fixação da mandíbula. De acordo com o último boletim divulgado pela equipe médica do hospital Pró-Cardíaco, Luciana está lúcida, responde a estímulos e não está mais sob o uso de sedativos.
A universitária, no entanto, continua respirando com auxílio de aparelhos. Ela ainda corre o risco de ficar tetraplégica (sem movimentar braços e pernas). Os parentes de Luciana disseram que ela está consciente do que ocorreu e responde por meio de olhares e piscadas.

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