Garotinho quer unificação das corregedorias
Garotinho quer unificação das corregedorias17/Mar, 21:06 Por Adriana Ferreira e Murilo Fiuza de Melo Rio, 17 (AE) - O governador do RJ, Anthony Garotinho, anunciou no final da tarde, em entrevista coletiva, que vai enviar mensagem à Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) propondo a unificação das corregedorias de polícia. Segundo o governador, ela será independente, "fora das instituições" e controlada pela sociedade civil. Garotinho disse que o cargo de corregedor será exercido "por alguém da sociedade civil ou do Ministério Público". O nome será indicado pelo governador, mas terá o aval da Alerj. Até lá, o delegado José Vercilo Filho ficará na corregedoria. O governador disse que o lugar ocupado por Julita Lemgruber na ouvidoria ficará com Maria Aparecida Dias, que coordenava a primeira central de inquéritos do Ministério Público estadual. A comissão constituída para apurar as denúncias de corrupção na polícia foi apresentada por Garotinho durante a entrevista coletiva, na qual estavam o secretário de Segurança Pública, Josias Quintal, do procurador-geral de Justiça do Estado, José Muiños Pinheiro, e do presidente da Alerj, Sergio Cabral Filho. CPI - Cabral Filho afirmou que a Alerj vai instaurar uma CPI para ajudar nas investigações que serão feitas pela comissão criada por Garotinho. Para o secretário de Segurança Pública, Josias Quintal, prevaleceu o interesse público. "Todas as decisões foram tomadas no melhor espírito público", disse. "Agora, queremos paz e tranquilidade para trabalhar", acrescentou Quintal, que saiu fortalecido do episódio. Quintal vai acumular o cargo de coordenadoria de Segurança com o comando da secretaria de Segurança. Indícios -Depois de afirmar que as denúncias apresentadas por Luiz Eduardo Soares eram um pouco vagas, Garotinho sugeriu o nome do ex-coordenador de Segurança para depor na comissão formada para apurar as denúncias contra a polícia. "Ele (Soares) pode ser a primeira pessoa a dar esclarecimentos, terá grande oportunidade para provar o que disse", acrescentou. Garotinho disse que, a seu pedido, Soares chegou enviar um relatório com as denúncias. Com tom irônico, o governador disse que o texto tinha uma "linguagem do tempo da ditadura" e que Soares utilizava muito o termo "consta que". "Não estou desqualificando as denúncias, mas na verdade o que ele apresentou foram indícios".





