Rio, 02 (AE) - O governador do Rio, Anthony Garotinho (PDT), afirmou hoje que até o fim de seu mandato 85% do esgoto da região metropolitana do Estado estará sendo coletado e tratado. A Secretaria do Meio Ambiente admite que, hoje, essa taxa é de 40%. O governador anunciou sua intenção na abertura da 1ª Conferência Estadual da Agenda 21, para a qual era esperado o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, que não compareceu.
Entre outras medidas, Garotinho disse que serão investidos R$ 29 milhões em mais uma etapa de recuperação do emissário submarino de Ipanema, na zona sul, que será usado, a partir do ano que vem, também para despejo do esgoto do centro da cidade. No caso da Barra da Tijuca, na zona oeste, está sendo fechado um convênio entre a prefeitura e o Estado para a concessão a uma empresa privada da construção da estação de tratamento e dos ramais coletores de esgoto na região.
A efetivação da primeira etapa do programa de despoluição da Baía de Guanabara e o início da segunda etapa, a partir de 2001, com investimentos de US$ 800 milhões do Banco Mundial (Bird), estão incluídos no projeto de saneamento do governo. Garotinho também disse que vai aplicar US$ 12 milhões no combate às queimadas, com o aumento da fiscalização, e na efetivação de unidades de conservação da mata atlântica. "O Rio é hoje o campeão nacional de desmatamento da mata atlântica, isso é uma vergonha", disse Garotinho.
O projeto Pró-Lixo, orçado em R$ 15 milhões, prevê a implementação de uma política de coleta seletiva e educação ambiental em 66 dos 91 municípios do Estado, todos com menos de 70 mil habitantes. Segundo o governo, a medida vai beneficiar 2 milhões de habitantes. "Precisamos sair do discurso para a prática", disse Garotinho, que defendeu parcerias com os municípios. "Deve haver um compromisso político dos prefeitos."

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