Rio, 02 (AE) - O governador Anthony Garotinho (PDT) disse hoje que não vai interferir na crise na polícia provocada pelo assassinato do empresário Robert ávila de Souza, de 28 anos
que havia sido sequestrado na segunda-feira. O delegado da Divisão Anti-Sequestro (DAS) da Polícia Civil, Fernando Moraes, acusou o comandante do 3ºBatalhão da Polícia Militar (Méier), Pedro Patrício, e o delegado do bairro, Arquimedes Azevedo, de terem atrapalhado as investigações da DAS.
"Uma decisão vai ser tomada e vai ficar a cargo do secretário de Segurança, coronel Josias Quintal", limitou-se a dizer o governador, que enviou projeto de lei à Assembléia Legislativa, propondo a união das Polícias Civil e Militar no RJ.
Moraes criticou o delegado Azevedo por ter divulgado à imprensa detalhes da negociação entre sequestradores e a família
como o valor do resgate exigido, R$ 200 mil. Acusou ainda o comandante Patrício de ter investigado o sequestro paralelamente. Moraes acredita que Souza foi assassinado porque os traficantes teriam descoberto que um policial militar do serviço reservado estava de plantão na casa do empresário.
"Se alguém deve ser responsabilizado pela morte desse rapaz é o coronel Pedro Patrício e o delegado Arquimedes Azevedo; investigação de sequestro é atribuição exclusiva da DAS", chegou a dizer o diretor da Divisão Anti-Sequestro. Souza foi morto com vários tiros. O corpo do empresário foi encontrado na manhã de sexta-feira num terreno baldio em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e enterrado no cemitério Jardim Sulacap, na zona oeste do Rio.

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