Rio, 23 (AE) - O governador do Rio, Anthony Garotinho (PDT), lançou hoje a campanha "Rio, Abaixe essa Arma". O objetivo é desarmar a população e tirar de circulação 600 mil armas clandestinas no Estado. Garotinho disse que tramita na Assembléia do Rio de Janeiro (Alerj) um projeto de lei proibindo a comercialização de armas de fogo e munição no Rio.
A campanha prevê blitze diárias nas ruas para combater o porte ilegal de armas e um recadastramento das empresas de segurança e das armas usadas em todo o Estado. Para ajudar a Secretaria de Segurança Pública no trabalho, foi criado um disque-armas, nos moldes do disque-denúncia.
Policiais - As armas particulares, utilizadas legalmente pelos policiais, serão recadastradas e registradas em suas carteiras profissionais."O policial tem a arma para se defender quando sai do trabalho, mas, em algumas ocasiões não a usa para proteger a população, mas para cometer crimes", disse o governador no lançamento da campanha.
Para ele, dessa forma, será mais fácil a identificação do responsável com o registro da arma na carteira profissional. Garotinho afirmou que a polícia, em parceria com a Polícia Federal, vai trabalhar para controlar a entrada ilegal de armas pelo litoral do Estado."Vamos fechar as entradas no Rio", disse.
O governador reconheceu que uma política de segurança sem uma campanha desse porte não tem efeito. "Mesmo fazendo a nossa parte parecia que estávamos secando gelo", afirmou. A única solução para reduzir a violência, disse, é recolher as armas.
O secretário estadual de Segurança Pública, general José Siqueira Silva, pediu a ajuda da mídia. "Precisamos do elemento psicológico para ajudar a convencer as pessoas que a segurança não está garantida quando saem de casa armadas."
Empresários - O governo estadual firmou um protocolo de intenções com 20 empresários donos de casas noturnas no Rio para a formulação de um guia de combater à violência na noite carioca. Segundo o subscretário de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares, as regras, entre as quais a proibição para que policiais entrem armados em casas noturnas, serão afixadas nas entradas dos estabelecimentos.

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