Rio, 29 (AE) - A renegociação da dívida do Rio, de R$ 26 bilhões, está sendo assinada hoje à noite entre o governador Anthony Garotinho (PDT) e o ministro da Fazenda, Pedro Malan. Depois de uma rodada de conversas que só terminou na madrugada de hoje, o secretário de Fazenda, Fernando Lopes, o subsecretário Mário Tinoco e os técnicos do ministério chegaram a uma fórmula de pagamento pela qual o Estado vai parcelar a dívida em 30 anos, com juros de 6% ao ano.
Ficou definido também que parte dos royalties do petróleo, no valor de R$ 5 bilhões, será destinada à formação de um fundo de pensão para aposentados e pensionistas. O Estado gasta R$ 180 milhões com a folha de inativos, contra uma receita de R$ 45 milhões vinda da cobrança de 11% em cima dos salários de ativos, aposentados e pensionistas. "É um acontecimento tão importante para o Rio de Janeiro que, se eu não fizesse mais nada no governo, só esse acordo já representaria um marco da minha administração", comemorou Garotinho.
Ele destacou particularmente o que considerou uma vitória na dívida previdenciária. "O governo federal sentiu na pele o problema que o Rio vinha sofrendo há muito tempo, o que facilitou, nos últimos dias, o entendimento das equipes econômicas do governo federal e do Estado", disse o governador. Segundo ele, o Rio estava inviabilizado administrativamente e sem condições de fazer investimentos. "Do início do Plano Real até a semana passada, o débito do Estado cresceu, sem emissão de nenhum título, de R$ 2 bilhões para R$ 11 bilhões só com os juros de mercado", afirmou.

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