Garotinho exonera corregedor da Polícia Civil; comissão vai investigar denúncias contra Arruda16/Mar, 19:18 Por Murilo Fiuza de Melo e Felipe Werneck Rio., 16 (AE) - O governador do Rio, Anthony Garotinho, exonerou hoje pela manhã o corregedor de Polícia Civil, Waldyr Arruda, há apenas três meses no cargo. Arruda foi acusado pelo coordenador de Segurança Pública do Estado, Luiz Eduardo Soares, de ser um dos responsáveis pela nomeação, para cargos de chefia da corporação, de policiais ligados à "banda podre" da Civil. O grupo seria responsável por extorsão, tortura e estaria envolvido com tráfico de drogas e grupo de extermínio. Até o fim da tarde, o chefe de Polícia Civil, Rafik Louzada, e o superintendente das delegacias especializadas, Marcos Reimão, terceiro homem mais importante da corporação - ambos citados por Soares - permneciam nos cargos. Comissão - Garotinho, Soares e o secretário de Segurança Josias Quintal, tiveram uma reunião com o procurador-geral de Justiça, José Muiñoz Piñeiro, na qual foi anunciada a criação de uma comissão de investigação - formada por dois delegados, dois coronéis da PM e dois promotores. Serão investigadas as 20 denúncias apresentadas pelo coordenador de Segurança. Em nenhum momento, no entanto, Soares apresentou provas e nomes de envolvidos com a banda podre, mas disse que pelo menos 1.500 policiais militares e civis já teriam sido investigados pela Ouvidoria de Polícia do Estado em um ano de governo. "Infelizmente a corregedoria, por corporativismo, não deu ouvidos as essas denúncias", afirmou. A comissão terá prazo de 60 dias para apurar as denúncias. As declarações de Soares o colocaram pela primeira vez em confronto com o governador, que manifestou publicamente o seu desapontamento com o auxiliar e admitu até que poderá afastá-lo, caso as investigações não comprovem as denúncias.

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