Rio, 22 (AE) - O governador Anthony Garotinho (PDT) reconheceu hoje que a Polícia Militar cometeu excessos, sexta-feira, durante a "Operação Asfixia", no complexo Pavão/Pavãozinho, Cantagalo (nos bairros de Copacabana e Ipanema
na zona sul) onde um suposto traficante de 16 anos foi morto e os moradores apedrejaram policiais. Segundo o governador, Rômulo Rocha Oliveira, o He Man, "era traficante e matava pessoas inocentes mas isso não justifica a ação da PM contra a comunidade".
Para Garotinho, "a Polícia Militar não pode atirar contra uma manifestação comunitária e se isso for verdade vamos punir todos os envolvidos". Ele disse que "a polícia precisa entender de uma vez por todas que não pode fazer justiça com as próprias mãos". Na madrugada de sexta-feira, policiais militares trocaram tiros com traficantes no Morro do Cantagalo, matando He Man. Revoltados, os moradores começaram uma manifestação contra os policiais alegando que o menor foi assassinado depois de ter sido dominado pelos policiais. O conflito durou mais de cinco horas e resultou na ocupação do morro, situado em área nobre da zona sul carioca.

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