Garotinho diz que investimento diminuirá número de crimes
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quinta-feira, 03 de junho de 1999
Por Andreia Maia e Sônia Apolinário 
Rio, 04 (AE) - O governador do Rio, Anthony Garotinho, disse hoje que está investindo na área de segurança púlbica para reduzir os crimes no Estado. "Nós estamos fazendo a nossa parte", afirmou Garotinho, quando questionado sobre a chacina que ocorreu hoje. "Nunca se investiu tanto em segurança pública como o governo está fazendo." No entanto, ressaltou, a população deve entender que os crimes não vão acabar, mas diminuir. "Fatos como os que ocorreram hoje ocorrem também em todos os lugares do mundo", destacou Garotinho. "Um garoto nos Estados Unidos entrou numa mercearia e saiu atirando contra pessoas." De acordo com o governador, houve uma redução de 14% no número de homicídios, de 13% de assaltos a banco e ocorreu um aumento de 17% de apreensão de armas.
O secretário de Segurança Pública do Estado, coronel Josias Quintal, que esteve no local do crime, disse que chacinas como essa são um desafio para a segurança do Estado. "O tráfico de drogas e armas representam males", afirmou Quintal. "É um fato que choca, mas é fruto da nossa realidade atual, do cotidiano das grandes cidades, e traz consequências para a população."
Enterro - Cerca de cinquenta pessoas acompanharam à tarde, no Cemitério São Francisco de Paula, no Catumbi, na zona norte, o enterro do contínuo Márcio Augusto Alves, de 26 anos, morto na madrugada de hoje na chacina.
Parentes e amigos de Alves fizeram questão de dizer que o rapaz não era traficante de drogas. Segundo o colega de trabalho Sérgio Marinho, técnico em eletrônica da firma Humbo Promoções, Alves estava na empresa havia quatro anos e seria promovido agora a técnico de computação.
"Se meu filho fosse bandido estaria vivo, matando pessoas", afirmou a mãe de Alves, Rosa Teresa Alves, de 48 anos. "Como era um homem bom, está morto." Muito abatida, Rosa foi amparada por seus outros filhos.
Sandra, que mora em Santa Teresa, na zona sul do Rio, contou que foi visitar o irmão na quinta-feira. À noite, ele, a mulher, Débora Regina da Silva Alves, de 19 anos, e o filho do casal, Lucas Alves da Silva, de um ano e oito meses, a acompanharam até o ponto de ônibus.
"Na volta, Débora entrou em uma padaria para ir ao banheiro e meu irmão ficou do lado de fora, com o menino no colo, esperando por ela", contou Sandra, lembrando que a padaria fica ao lado do bar onde ocorreu a chacina. A mulher de Alves disse que, ainda dentro do banheiro, ouviu o barulho dos tiros. "Foi um tiroteio intenso", contou ela. "Quando cheguei na rua, encontrei um monte de gente caída e ferida, entre elas, meu marido e meu filho." Jorge Luis de Sousa Machado, de 28 anos, outra vítima da chacina, também foi enterrado hoje em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio..


