Rio, 07 (AE) - A possibilidade de o Estado do Rio decretar a moratória foi afastada pelo governador Anthony Garotinho (PDT). Ele garantiu, hoje, jamais ter pensado em dar calote na dívida. "Nunca falamos que o Rio de Janeiro gostaria de fazer a moratória", disse. "Eu disse que nós seríamos compelidos a isso se o assunto não fosse tratado tecnicamente e, sim, politicamente".
Segundo ele, houve intromissão de partidos políticos - Garotinho citou o PFL - na negociação da dívida do Rio. "A dívida é um problema entre o Estado e a União, independentemente de partidos", assegurou. Ele atribuiu o débito, calculado em R$ 25 bilhões, à gestão anterior, de Marcello Alencar.
Na segunda-feira, Garotinho se reuniu com o secretário estadual de Fazenda, Carlos Antônio Sasse, para finalizar a carta que será enviada à equipe econômica sobre a negociação da dívida do Rio. No documento, o Estado reafirma a intenção de escolher que dívidas vai pagar com os R$ 7,5 bilhões dos royalties do petróleo. "O governo não abre mão de escolher quais dívidas pagará do total", afirmou Garotinho.
O governador espera assinar o acordo com a União assim que retornar de viagem que inicia amanhã (08) aos Estados Unidos
onde vai fazer conferências e visitar empresários. Segundo o governador, o acordo não vai resolver o problema do Estado, mas pode evitar a falência do Rio em 36 meses, como prevêem os cálculos da Secretaria de Fazenda.

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