Garotinho confirma presença em encontro com ministros
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segunda-feira, 08 de fevereiro de 1999
Por Gilse Guedes 
Rio, 08 (AE) - Ao confirmar o encontro com os ministros das Comunicações, Pimenta da Veiga, da Fazenda, Pedro Malan, e da Previdência, Waldeck Ornelas, amanhã (09), o governador do Rio, Anthony Garotinho (PDT), disse que na ocasião será marcada uma audiência ainda este mês entre Fernando Henrique e a comissão de governadores. Segundo Garotinho, na reunião os três governadores vão discutir as propostas incluídas na Carta de Porto Alegre, entre as quais o pedido para a renegociações das dívidas dos Estados com a União.
Eles querem também discutir com Ornelas a compensação das dívidas previdenciárias da União com os Estados. O pedetista afirmou que a oposição poderá negociar mudanças nas propostas de Carta de Porto Alegre aceitando em troca um projeto levantado pelo governo federal para aumentar os repasses do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aos Estados. "Todos os pontos da Carta são para ser negociados, mas não adianta dar dinheiro como uma forma de remendo e não resolver os problemas estruturais".
Às vesperas da reunião, que será realizada no Ministério da Fazenda, às 8h30, Garotinho acusou o PSDB, "partido do ex-governador Marcello Alencar e o presidente Fernando Henrique", de ser o responsável pela administração "desastrosa" no Rio. "Eu assumi há 38 dias e quem quebrou o Rio foi o PSDB, do Marcello (Alencar) e do presidente". "A maioria dos governadores que quebrou o Brasil apoiou o presidente Fernando Henrique Cardoso, então ele também tem sua parte de culpa", afirmou o pedetista.
Garotinho afirmou que está disposto a tentar ampliar o ajuste fiscal no Rio em razão do acordo do governo federal com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo ele, com as medidas que estão sendo instituídas no Estado, entre as quais a criação do Rio-Previdência (fundo de previdência), fim das incorporações salariais com cargos comissionados e unificação dos contra-cheques, vai tirar o Rio de um déficit mensal de R$ 70 milhões para um superávit de R$ 110 milhões.
Ele disse que a comissão também apresentará aos ministros os pedidos para acabar com o Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) e Lei Kandir - que desonerou as exportações e reduziu as receitas dos Estados. "É muito fácil fazer austeridade com dinheiro dos outros", disse o pedetista.


