Brasília, 29 (AE) - O governador do Rio, Anthony Garotinho (PDT), confirmou que há um acordo com o grupo do PT ligado à vice-governadora Benedita da Silva (PT) para não aceitar a entrega dos cargos ocupados pelo partido no Estado. "Eles já sabem que vão ficar", disse o pedetista. Conforme acordo, ficam três secretários no governo, entre os quais o de Planejamento, Jorge Bittar, oito subscretários, quatro presidentes de empresas e cerca de 40 diretores de estatais. Garotinho atacou o presidente nacional de seu partido, o ex-governador Leonel Brizola, que o tem criticado pela crise com o PT. O governador disse que o dirigente pedetista "acaricia o PT com a mão esquerda e bate nos petistas com a direita". Garotinho disse manter o acerto de apoiar Benedita na eleição para a prefeitura do Rio no próximo ano, enquanto Brizola articula para o lançamento de uma candidatura própria do PDT para a sucessão do prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde (PFL).
Garotinho afirmou que não vai permitir que se "baixe o nível da discussão". "Ser leal não significa se anular". "Espere que ele (Brizola) respeite e eleve o nível da discussão", declarou Garotinho, referindo-se aos ataques do dirigente pedetista depois de um encontro com o deputado Carlos Santana (PT-RJ), do grupo dos secretários demitidos pelo pedetista. Garotinho brinca com o fato de ter gerado uma crise com o PT ao dizer que parte da legenda deveria fazer parte do "partido da Boquinha". "Tenho de tomar cuidado com minha boquinha", disse Garotinho ao negar-se a comentar críticas ao governo federal sobre a emenda constitucional do subteto.
Apesar de estar em confronto com Brizola, Garotinho voltou a dizer que não deixará o PDT. "Vou falar pela trigésima vez: não vou sair do PDT."

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