São Paulo - ''O Claudionor amarrou as mãos e os pés e cobriu a cabeça dela com um saco, dizendo que era sua fantasia sexual. Ela reclamou e ele colocou esparadrapo na boca. Ela teve falta de ar e desmaiou. Aí ele mandou eu bater na cabeça dela com um rolo de macarrão e só parar quando ela estivesse morta.''
A declaração de J.O.S., de 13 anos, na manhã de ontem, acusando o taxista e produtor de imagens para a televisão Claudionor Almeida de Souza, de 54 anos, de ter planejado o assassinato da mulher, a jornalista Sueli Jacinto, de 42, na lua-de-mel, não surpreendeu o delegado de Praia Grande, Rubens Barazal.
O policial tinha certeza do envolvimento de Souza na morte, na noite de 17 de dezembro, em Vila Caiçara, Praia Grande, na casa alugada pelo casal para passar a lua-de-mel. Na casa de J., em Carapicuíba, na Grande São Paulo, os policiais encontraram o celular de Sueli. A menina, com quem Souza mantinha um relacionamento amoroso desde que ela tinha 11 anos, afirmou ao delegado que o objetivo do taxista era o dinheiro que a jornalista teria num banco e o apartamento onde o casal morava, em Cerqueira César, na região central da capital. Ela afirmou que Souza insistia na senha do banco. Sueli prometera após o casamento.

mockup