Garis de Curitiba desistem de greve
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segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Mariana Franco Ramos <br> Reportagem Local 
Curitiba Os 2,5 mil funcionários da coleta de lixo e da varrição de ruas em Curitiba devem voltar hoje ao trabalho, após paralisarem suas atividades durante todo o dia de ontem. No início da manhã, eles decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado, devido ao atraso no pagamento do Programa de Participação de Resultados (PPR), previsto para ocorrer no quinto dia útil de setembro, e ao parcelamento dos vales refeição e alimentação. Em audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT), no fim da tarde, porém, as partes chegaram a um primeiro acordo.
O encontrou reuniu, além de membros do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Curitiba (Siemaco), representantes da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) e da Cavo Serviços Ambientais. De acordo com o presidente do Siemaco, Manassés Oliveira, os patrões aceitaram quitar os 70% restantes dos tíquetes até amanhã. Na última sexta, eles tinham anunciado o pagamento de somente 30% dos R$ 858 acordados. Já os números relativos ao PPR serão discutidos em nova audiência, no dia 29, às 14 horas, na sede do MPT.
Para a Cavo e a SMMA, a greve era irregular, uma vez que não foi comunicada com 72 horas de antecedência. Em nota, a empresa garantiu estar empreendendo todos os esforços para resolver a questão. "É importante lembrar que os serviços de limpeza urbana têm importante contribuição para a saúde pública, sendo considerados como essenciais." A pasta pediu à população que não coloque o lixo na rua até pelo menos 48 horas depois do próximo dia e horário de retirada. O órgão ficou de informar em que bairros haverá coleta emergencial. O planejamento será implementado "progressivamente, conforme a evolução ou não das negociações entre empresa e trabalhadores".


