Garimpeiros do Pará perdem apoio do MST
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domingo, 20 de setembro de 1998
Carlos Mendes Agência Estado 
A impaciência, as desavenças e até o medo de uma possível, mas não oficialmente confirmada, intervenção do Exército, estão dominando e dividindo os cerca de seis mil garimpeiros de Serra Pelada, que mantêm há três dias ocupadas as agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil em Belém.
Eles exigem do governo Federal a imediata liberação de R$ 120 milhões, que vêm cobrando há 13 anos, pela venda de 911 quilos de paládio, subproduto do ouro, extraídos do garimpo.
Reféns Para forçar o pagamento, os garimpeiros chegaram a manter 26 pessoas das duas agências como reféns. Elas foram liberadas entre sexta-feira e sábado.
Líderes dos garimpeiros que estão em Brasília tentando negociar com o governo e Justiça Federal uma saída para o impasse.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que vinha apoiando e engrossando com 1.500 trabalhadores o movimento dos garimpeiros, ontem retirou-se da Praça Duque de Caxias.
Eles estão muito desorganizados e brigando entre si. Assim fica difícil ajudar. Isso só ajuda o governo, disse o líder do MST conhecido por Parazinho.


