O deputado eleito e vereador Hanna Garib (PPB) negou ontem todas as acusações feitas pelo presidente do Sindicato Informal dos Camelôs Independentes, Afonso José da Silva. Silva voltou a acusar Garib de utilizar em sua campanha recursos obtidos irregularmente por meio de um suposto esquema de cobrança de propinas na região do Brás.
‘‘A polícia já prendeu os culpados do atentado, disseram que não têm nada a ver comigo e esse senhor continua fazendo acusações’’, disse Garib. O deputado eleito e vereador repetiu que está sendo vítima de uma ‘‘orquestração política’’.
O motivo dessa suposta perseguição política, segundo Garib, seria por ele pertencer ao grupo político do ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) e pela ‘‘raiva’’ que os camelôs do centro têm dele. ‘‘Fui administrador regional da Sé e, na época, retirei vários ambulantes das ruas e é natural que não me queiram bem’’, afirmou. ‘‘Mas isso ninguém publica.’’
O advogado de Garib, Alberto Rollo, entrou com representação contra o delegado Romeu Tuma Júnior. Rollo afirmou que teve o acesso ao inquérito negado pelo delegado.‘‘Isso foi um absurdo’’, afirmou. Garib repetiu estar absolutamente ‘‘tranquilo’’ com a quebra de seu sigilo bancário. ‘‘Agora ficará mais do que provado que não devo nada’’, disse.
O advogado Alberto Rollo já analisou o inquérito produzido até agora pelo MPE e pela polícia e classificou os documentos como ‘‘lixo jurídico’’. ‘‘Não têm prova alguma’’, garantiu o advogado. Ele disse que aconselhou deputado eleito a descansar pelo menos por uma semana, antes de assumir o mandato na Assembléia Legislativa. ‘‘Esse é o conselho que darei, o qual espero que ele aceite.’’

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