O ministro da Justiça, José Gregori, considerou ‘‘inadmissível’’ a onda de atentados à bomba cometidos em São Paulo contra entidades de direitos humanos e de defesa de homossexuais. ‘‘Garanto que isso não vai ficar barato, porque é uma atitude absolutamente inadmissível de um grupo extremista que não condiz com o Brasil democrático de hoje’’, afirmou o ministro.
O ministro garantiu que a Polícia Federal irá participar da apuração do crime. Quando o trabalho estiver concluído, ele diz que o ministério será ‘‘inclemente’’. ‘‘O mundo sofreu com uma fase de intolerância, mas isso já é uma página virada. Não vamos permitir qualquer chance de essa intolerância reaparecer no Brasil.’’
Já o ministro-chefe de Segurança Institucional, general Alberto Cardoso, recomendou ontem às pessoas que se previnam contra ataques, como os atentados à bomba contra funcionário da Anistia Internacional e contra a Associação da Parada do Orgulho GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros).
‘‘As pessoas que são alvo potenciais têm de se prevenir, como essas se preveniram’’, afirmou o general Cardoso. O ministro referiu-se à atitude de integrantes da entidade GLBT, que suspeitaram da encomenda enviada pelos Correios e chamaram a polícia. (A.E)

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