Garantida proteção da Mata Atlântica
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quarta-feira, 22 de outubro de 2003
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Depois de meses de negociação, chegou ao fim o impasse entre o governo do Estado e o banco KfW, agente financiador do governo da Alemanha, que estava colocando em risco a continuidade do Programa de Proteção da Floresta Atlântica (Pró-Atlântica). O banco alemão ameaçou romper o convênio, assinado pelo governo Jaime Lerner (PSB) em 1997, caso o governo do Paraná não cumprisse a contrapartida prevista no acordo. No atual estágio de desenvolvimento do programa, a contrapartida do Paraná deveria ser a contratação de 43 técnicos.
Ao anunciar, ontem de manhã, a implantação de um novo sistema de rádio-comunicação, capaz de cobrir a totalidade dos 11 mil quilômetros quadrados da Floresta Atlântica situada em território paranaense, o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, pôs fim ao mal-estar. Cheida garantiu que o governo do Estado restabeleceu o acordo com o KfW e que não há mais riscos do banco voltar atrás no convênio.
Caso não solucionasse o impasse, o Paraná poderia perder cerca de R$ 32 milhões, que o governo alemão se dispõe a repassar ao Estado, a fundo perdido para investimento na preservação ambiental, através do Pró-Atlântica. Pelo convênio o Estado tem que investir outros R$ 20 milhões na forma de contratação de pessoal e no custeio de atividades usuais da secretaria, Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Batalhão da Polícia Florestal.
Dos R$ 32 milhões, o banco já repassou R$ 19 milhões. Desde 2001, o repasse de recursos do programa foi suspenso por falta de cumprimento da contrapartida estadual. Em fevereiro, representantes do KfW estiveram se reuniram com o atual governo para uma consulta sobre acordo. Na época, o banco ameaçava cancelar o convênio o Paraná deixaria de receber os R$ 12 milhões que ainda não foram liberados, correndo o risco de ter que devolver os R$ 19 milhões já gastos.
''Pela primeira vez o Paraná tem um equipamento capaz de cobrir toda a área do Pró-Atlântica, que é uma das áreas mais ricas em biodiversidade, abrangendo a Floresta, Litoral e o Vale da Ribeira'', comemorou o secretário. O novo sistema, em funcionamento há 45 dias, consumiu R$ 1,1 milhão na aquisição de equipamentos. O governo determinou remanejamento de pessoal e implantação de cinco postos de policiamento na área da Floresta Atlântica. A primeira, em Vossoroca, será inaugurada hoje. As restantes ficarão em áreas de preservação: Parque Caraguaçu, Parque das Lauráceas, Serra do Mar e Parque de Guaratuba.


