Gape prendeu 373 traficantes que atuavam perto ou dentro de escolas de SP em 99
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2000
Por Renato Lombardi 
São Paulo, 17 (AE) - No ano passado foram presos 373 traficantes que vendiam cocaína, crack e maconha nas proximidades ou no interior das escolas estaduais e municipais da capital. Os policiais apreenderam com os traficantes e estudantes usuários de drogas, 27 armas - revólveres e espingardas - 13 veículos furtados, roubados e alguns utilizados para o transporte da droga. As informações estão num relatório do Grupo de Apoio e Proteção a Escola (Gape), do Departamento de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc) encaminhado para a Delegacia Geral de Polícia.
O maior número de prisões ocorreu em agosto, 37. Setembro e outubro também registraram um grande número de prisões: 33 traficantes por mês. O delegado Marco Antônio Ribeiro de Campos, diretor do Denarc, declarou que para este ano o Gape deverá receber reforços de investigadores, delegados e veículos. Segundo Campos, o secretário da Segurança, Marco Vinício Petrelluzzi, quer ação mais presente dos policiais no combate aos traficantes, principalmente os de crack, e o trabalho este ano será "redobrado" nas escolas e em toda a capital.
Menores - O número de menores envolvidos com o tráfico tem aumentado. Em 1998, o Gape prendeu 50 menores em idades de dez a 17 anos trabalhando para os traficantes como "aviões" (entregadores) de pedras de crack, cigarros de maconha e papelotes de cocaína. Em 1999 subiu para 65 o número de menores presos. Campos adiantou que a procura por informações, esclarecimentos e pedidos de ajuda por parte de professores e diretores de escolas aumentou em 30% em 1999 comparando com 1998.
Os professores, diretores, e pais de alunos estão "criando coragem", declarou o policial, passando informações e solicitando orientações. "É recebendo ajuda dessa maneira que nos dá oportunidade de tirar das ruas os vendedores de drogas e os que atuam nas escolas", acredita o diretor do Denarc. Drogas - Os traficantes presos em 1999 nas escolas tinham em seu poder dois quilos de crack, 24 quilos de maconha e cinco quilos de cocaína. Desde 17 de fevereiro de 1997, quando da criação do Gape, até 6 de janeiro de 2000, os policiais deste setor especializado em apurar o tráfico nas escolas prenderam 1.183 traficantes. Os delegados e investigadores apreenderam 113 quilos de maconha, 15 quilos de cocaína, 19 quilos de crack, 81 armas de fogo em sua maioria revólveres. Presídio - O presídio exclusivo para os traficantes de crack anunciado no ano passado pelo secretário da Segurança ainda não está funcionando. A cadeia que fica ao lado do prédio do Departamento de Investigações Sobre Crimes Patrimoniais (Depatri), no Carandiru, deveria ser esvaziada e reformada para abrigar somente vendedores de crack. Na sexta-feira estava com 80 presos autores de assaltos e furtos.


