Ganhos extras das estatais financiarão plano
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terça-feira, 20 de junho de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O governo federal decidiu usar parte dos ganhos extras das estatais para custear a implantação do Plano Nacional de Segurança Pública. Diante da exigência de cumprir as metas impostas pelo ajuste fiscal e do corte de R$ 7,4 bilhões feito no Orçamento deste ano, a alocação de recursos tornou-se a principal dificuldade enfrentada pelo Palácio do Planalto para fazer o programa.
Os recursos já foram identificados pela área econômica, não há hipótese do descumprimento das metas, informou ontem o ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente. As estatais tiveram resultado acima do previsto, justificou. Ele tentou minimizar as resistências impostas pela equipe econômica, que vinha condicionando a destinação de mais recursos para os Estados à manutenção do ajuste. Essa orientação já custara ao governo o corte no Orçamento, que não poupou sequer setores como saúde e educação. Era preciso fazer as contas direitinho, para ter certeza de que estavam corretas e não prejudicar o ajuste, desconversou Parente.
A pressão política venceu a área econômica e o presidente manteve o investimento de R$ 702 milhões neste ano - dos quais R$ 235 milhões serão destinados ao treinamento e reaparelhamento das polícias estaduais - e a determinação de que a previsão de dinheiro para o plano seja incluída no Orçamento do ano que vem. Serão R$ 2,9 bilhões até 2002.


