O objetivo do estudo feito na UEL, no ano passado, por estudantes de mestrado em Educação Física, sob orientação do professor Edilson Serpeloni Cyrino, foi investigar o impacto na qualidade de vida a partir da prática regular de exercício com peso.
Metade do grupo de 60 mulheres, com idade acima dos 60 anos, fez musculação três vezes por semana ao longo de 24 semanas. O outro grupo, controle, passou por duas sessões semanais de alongamento, pelo mesmo período. O alongamento foi escolhido, segundo o professor, por ser uma atividade ''mais suave e com pouco impacto nas variáveis que se iria investigar''.
O resultado surpreendeu. Em apenas 12 semanas - metade do tempo determinado para a pesquisa - já havia ganho de força e de massa muscular, manutenção de massa mineral óssea, manutenção ou redução da gordura, diminuição da pressão arterial sistólica e redução da frequência cardíaca em repouso. O ganho de força, por exemplo, ficou na ordem de 13%.
Em uma segunda fase da pesquisa, foi estudado o uso de suplementação com creatina, substância com potencial para aumentar a massa muscular, naquelas mulheres que faziam treinamento com peso. A substância é produzida em parte pelo próprio organismo, e reposta em outra parte com a alimentação diária. Com o aporte de cinco gramas diários de creatina através da suplementação a expectativa era aumento da massa livre de gordura.
Depois de 12 semanas de suplementação, houve aumento médio de 600 gramas de massa magra, enquanto aquelas que receberam placebo, tiveram aumento de 300 gramas. ''Ou seja, o que se perde em três anos (com o envelhecimento), recupera-se em três meses (com a musculação)'', ressalta. (C.P.)

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