Londrina - Responsável pela defesa de 15 famílias que entraram com ações civis individuais contra a Construtora Iguaçu, o advogado Jorge Marcelo Pintos Payeros diz que seus clientes não estão conseguindo receber o valor das indenizações porque o proprietário e o sócio oculto da empresa têm sido excluídos do polo passivo nas sentenças expedidas na 9ª Vara Cível. Os processos, diz Payeros, requerem a rescisão contratual com a Iguaçu, reparação de danos materiais e morais, multa contratual e a condenação dos envolvidos na fraude apurada pelo Gaeco.
"Eles estão ganhando, mas não estão levando. Todas as vítimas e consumidores lesados estão ganhando as ações por reparação dos danos material e moral. Tudo o que eles pagaram o juiz está determinando a devolução, inclusive a multa contratual. Mas as sentenças vêm retirando do polo passivo os responsáveis pela construtora pelo simples motivo deles não constarem nem no contrato social nem no contrato celebrado pela Iguaçu do Brasil. Agora, o que adianta meus clientes ganharem tudo isso se na prática não estão vendo um centavo da devolução de todas essas condenações?", questionou Payeros, que apresentou à reportagem cópia de declaração assinada por Carlos Alberto Campos de Oliveira, em que o empresário afirma ser presidente da Iguaçu do Brasil Ltda., Iguaçu BR de Londrina, Agropecuária S.M. Ltda. e Boulevard Locação e Comércio de Veículos Ltda. A declaração foi anexada aos processos. A FOLHA tentou ouvir o juiz substituto da 9ª Vara Cível, João Marcos Anacleto Rosa, mas ele afirmou que não concederia entrevistas sobre o caso Iguaçu.(D.P.)

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