GAME - DEAD RISING 2
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 02 de dezembro de 2010
Claudio Yuge<BR>Equipe da Folha 
Há quatro tipos de seres que você pode matar sem ter a mínima dó ou culpa no mundo do entretenimento: alienígenas malvados, robôs descontrolados, nazistas e zumbis. Os últimos são os mais comumente usados como alvo de jogadores sedentos por destruição na indústria dos games. Por uma simples razão: é extremamente divertido usar das mais diversas armas para acabar com um morto-vivo de várias maneiras. E esse é o foco de Dead Rising 2, disponível para PlayStation 3 e XBox 360.
Apesar da premissa oferecer vasto terreno para uma história banal, os desenvolvedores da Capcom capricharam na hora de bolar o roteiro que, apesar de simples, é bastante tentador: Chuck Greene, um astuto e ágil piloto de motocross, precisa salvar sua filha, que foi mordida por um zumbi e necessita de doses de um remédio chamado Zombrex, capaz de desacelerar o efeito de zumbificação.
Só que o tal Zombrex é caro e Chuck precisa se virar para conseguir o tal remédio, seja arrecadando grana ou encontrando das mais diversas formas. Para piorar, o motoqueiro é acusado de incensar um motim morto-vivo na então controlada Fortune City, uma espécie de Las Vegas segura em um mundo desolado pelo holocausto zumbi.
É nesse cenário que Chuck apresenta um sem-número de objetos que podem se transformar em armas. Aliás, esse é o maior barato do jogo. Você pode pegar uma cadeira de rodas e colocar um zumbi como passageiro e sair por aí derrubando o que aparecer na sua frente. Ou pode combinar um balde e uma furadeira para fazer um chapéu da decapitação. Usar baralhos e fichas de pôquer, arco e flecha, extintor de incêndio, luvas de boxe, revólveres e escopetas, guarda-sol, enfim, dezenas de coisas podem auxiliar em sua missão, cada um com sua característica específica de movimento.
Os gráficos podem ser considerados de primeira linha para essa geração, no entanto deixam um pouco a desejar em alguns momentos, especialmente quando a quantidade de zumbis na tela é extrema, com mais de 100 ou 200 por perto. O som também não é grande coisa, pois se concentra mais na ação, por isso é basicamente composto de música de fundo de cassino ou de gritos e urros. A jogabilidade, no entanto, compensa, apesar da câmera disfuncional: é muito simples desferir os golpes em todas as direções, porém, algumas armas exigem um controle diferente que nem sempre é seguido de forma inteligente pela câmera.
Tudo fica ainda mais engraçado quando o jogador customiza as roupas de Chuck a partir de opções nas lojas abandonadas. É hilário, por exemplo, ver as cut scenes com Chuck usando cueca. O modo multiplayer também oferece uma diversão a mais, já que é possível fazer muita coisa ao lado de um amigo on-line.
A única crítica mais pesada fica por conta do pouco tempo para realizar as tarefas. Existem vários minigames e é difícil medir com precisão o que pode-se fazer antes do limite expirar. Uma pena já que a diversão poderia ser ainda maior se os gamers pudessem explorar cada cantinho da detalhada Fortune City.
SERVIÇO
Dead Rising 2 está disponível para PlayStation 3 e XBox 360, a preços a partir de R$ 169 e R$ 171, respectivamente.


