Rio, 06 (AE) - A GalvaSud, especializada em beneficiamento de aços planos formada de uma associação da Companhia Siderúrgica Nacional (51%) com o grupo alemão Thyssen Krupp Stahl (49%), vai acirrar a disputa no mercado siderúrgico. A empresa entrará em operação em 2001 de forma agressiva para tentar anular a liderança da Usiminas, controlada pelo grupo japonês Nippon Steel.
A previsão do diretor-executivo da GalvaSud, Aristides Corbeline, é a de que pelo menos metade dos 85% do fornecimento de aço plano à indústria automobilística, que compõem hoje a fatia da Usiminas no mercado, passe para a GalvaSud. Hoje, no lançamento da pedra fundamental de duas unidades industriais da empresa, que estão sendo costruídas no município de Porto Real, na região do Médio Paraíba, Corbeline afirmou que a fábrica vai produzir 350 mil toneladas de aço galvanizado por ano, prioritariamente para a indústria automobilística.
O Brasil usa proporcionalmente pouco aço galvanizado na fabricação de automóveis. Cada carro de passeio consome, em média, meia tonelada de aço e somente 30% a 40% deste material é beneficiado pelo processo de galvanização, que dá garantia de dez anos contra corrosão. Nos Estados Unidos, a taxa de utilização é de 90% e na Alemanha chega a quase 100%. "A expectativa é a de que a parcela brasileira de uso de galvanizados nos carros chegue a 70% até 2004", diz Corbeline.
A GalvaSud, um empreendimento de US$ 250 milhões, contou com um programa de incentivos do governo estadual que ofereceu financiamento de R$ 235 milhões até 2004, com taxa de juros de 6% ao ano. A empresa fica a poucos metros das fábricas da Peugeot e da unidade de produção de caminhões e ônibus da Volkswagen, que funciona há três anos em Resende.
O Banco KFW e o BNDES/Finame, respectivamente os maiores bancos de fomento da Alemanha e do Brasil, estão financiando 70% do valor do projeto, ou seja, US$ 165 milhões.

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