Imagem ilustrativa da imagem Gaeco vai investigar PMs que atiraram em filho de jornalista do Norte Pioneiro
| Foto: Reprodução/Tribuna do Vale

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) instaurou um procedimento para investigar a atuação de policiais militares que atiraram e mataram o jornalista e publicitário Andrei Francisquini, 35 anos, no último fim de semana na Praça da Espanha, centro de Curitiba. Os agentes alegam que dispararam depois de duas tentativas de abordagem no carro conduzido pela vítima, que fugiu e ainda teria tentado atropelar a equipe.

Ele era filho do também jornalista Benedito Francisquini, diretor do jornal Tribuna do Vale, de Santo Antônio da Platina. A assessoria de imprensa do Ministério Público não passou mais informações da apuração, que não tem prazo para ser encerrada. Em nota, a Polícia Militar informou que "na tentativa de parar o motorista, os PMs atiraram no pneu, mas ele continuou avançando contra a viatura. O socorro foi acionado assim que os soldados verificaram os ferimentos no homem. Uma pistola 9mm foi apreendida no colo dele. A perícia foi acionada para recolher a arma de fogo".

O comunicado explica que "antes dos disparos, os policiais viram Andrei manuseando a pistola dentro do veículo e decidiram abordá-lo, mas ele não obedeceu a ordem e arrancou de maneira brusca. Na fuga, bateu em um outro automóvel e continuou fugindo. No final de março, ele já tinha escapado de uma abordagem policial na capital, caso que inclusive envolveu disparos em via pública. Em 2015, em Jacarezinho (Norte Pioneiro), o rapaz foi encaminhado à delegacia por dirigir com a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) cassada".

A PM assegurou que também "abriu um procedimento para apurar as circunstâncias da situação". Os advogados Eduardo Mileo e Cláudio Dalledone, que defendem os policiais, afirmaram que só irão se pronunciar nesta sexta-feira, quando irão conceder uma entrevista à imprensa.

O advogado Paulo Cristo, que atua na defesa da família de Andrei Francisquini, acredita que "a entrada do MP no caso ajudará a Polícia Civil a descobrir se houve algum abuso, concluindo o inquérito de uma forma mais cristalina. Na nossa visão, o ato foi uma repreensão da perseguição registrada no dia 30 de março. O Andrei tinha pavor de arma. Além disso, o carro dele tem insufilm. Como os policiais iriam ver uma pessoa mexendo em uma pistola com esse tipo de vedação e ainda mais à noite?", questionou.

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