Curitiba - O Departamento de Polícia Civil informou que nas próximas semanas serão feitas trocas dos policiais cedidos às unidades do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina, Guarapuava, Maringá e Foz do Iguaçu. No início da semana o conselho da corporação aprovou regras para ceder seus agentes ao órgão vinculado ao Ministério Público do Paraná (MPPR). No início do mês já havia começado o rodízio de policiais militares na instituição.
A medida entra em vigor em meio à polêmica entre a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) e os promotores do Gaeco, que divergem em relação ao período de permanência dos policiais no grupo. Enquanto os promotores defendem que não haja prazo máximo para a permanência dos agentes para não atrapalhar as investigações, a Secretaria estabeleceu que os policiais fiquem lotados por até dois anos nos Gaecos. De acordo com a Sesp, "a alternância de policiais permite a oportunidade de acesso a um número maior de profissionais, tendo um efeito multiplicador das boas práticas".
A resolução aprovada pelo Conselho ainda determina que o policial civil que tiver interesse em atuar na unidade especializada terá que, obrigatoriamente, ser estável e não estar respondendo sindicância, processo administrativo disciplinar ou processo criminal. Além disso, o agente deve possuir, preferencialmente, "formação técnica específica em Direito, Administração, Economia ou Contabilidade". "Para ser transferido, o policial civil deve demonstrar interesse, de forma expressa, à chefia imediata, que encaminhará análise ao delegado-geral", informou uma nota oficial publicada no site da Sesp.

Entraves
Segundo o coordenador estadual do Gaeco, Leonir Battisti, as regras aprovadas pelo Conselho da Polícia Civil são mais um obstáculo para o bom andamento do trabalho do órgão. Ele aponta que tais medidas podem resultar no fim dos Gaecos nos moldes atuais. "São medidas arbitrárias e infelizmente isto vai inviabilizar nosso trabalho", afirmou.

mockup