Curitiba - Integrantes de um suposto grupo de extermínio que atuava na Grande Curitiba foram presos temporariamente ontem, durante a Operação Wally, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Colombo, Campina Grande do Sul e Quatro Barras, municípios da Região Metropolitana; e em Jacarezinho (Norte Pioneiro).
Além dos cinco mandados de prisão temporária, os agentes cumpriram dez mandados de busca e apreensão. A investigação, que durou quatro meses, apontou a existência de uma quadrilha responsável por pelo menos oito homicídios em cidades da região, roubos e comércio de armas.
Conforme informações do Gaeco, o líder do grupo, que também foi preso, seria um tenente da Polícia Militar do Paraná (PM-PR) que foi preso no 2º Batalhão, em Jacarezinho. Além dele, um soldado lotado no 17º BPM, na Região Metropolitana de Curitiba, também está entre os presos. Os três demais seriam civis.
A PM-PR informou que contribuiu com todas as investigações do Ministério Público do Paraná (MP-PR) repassando todas as informações solicitadas à corporação. A assessoria ainda divulgou que a PM-PR não compactua com as atitudes dos oficiais presos. Os promotores de Justiça Denilson Soares de Almeida e André Tiago Pasternak Glitz, integrantes do Gaeco, estão à frente das investigações. Todos os presos foram ouvidos ontem e, para não atrapalhar o caso, os nomes dos envolvidos não foram divulgados. Os promotores também não concederam entrevistas.
Entre os homicídios cometidos pelo bando, informa o Gaeco, está sendo apurado o que vitimou o procurador de Justiça aposentado Orivaldo Spagnol, no dia 5 de agosto de 2011. Ele estava em sua chácara, localizada em Campina Grande do Sul, e foi morto com dois tiros. Todos os mandados de prisão e apreensão foram expedidos pelo Juízo da Comarca de Colombo, com base na investigação do Gaeco.

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