Gaeco prende quadrilha de policiais
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Luciano Augusto<br>Reportagem Loca 
Cascavel- Após quase um ano de investigação, o Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da região de Cascavel (Oeste do Estado) prendeu ontem uma quadrilha formada por policiais militares e civis. Ao todo, foram detidas 11 pessoas. Com eles, foram apreendidos um arsenal e mais ''kits assaltos'' usados em falsos bloqueios e blitze contra ônibus de turismo, caminhões e carros de passeio que iam ou voltavam do Paraguai.
Batizada de ''Operação Corsário'', a ação do Gaeco começou ainda de madrugada para dar cumprimento a 10 mandados de prisão temporária (nove foram cumpridos) e 18 de busca e apreensão em Cascavel, Medianeira e Santa Helena. Foram presos quatro ex-policiais militares, dois soldados e mais três pessoas envolvidas. Além disso, dois investigadores da Polícia Civil também foram detidos porque mantinham em casa armas com numeração raspada. A dupla estava sendo ouvido no final da tarde de ontem e poderiam ser liberadas.
O Gaeco apreendeu um arsenal com o grupo: três revólveres com identificação raspada, duas carabinas, uma espingarda e mais pistolas ponto 40 fornecidas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Os suspeitos tinham, inclusive, ''kits'' contendo perucas, balaclavas, armas, cordas, placas de veículos falsas, rádio comunicadores, equipamentos de giroflex, munições diversas, cheques, celulares e até fardas oficiais da Polícia Militar. Com esse material, eles abordavam carros, ônibus e caminhões que estavam indo ou vindo do Paraguai e praticavam roubos e extorsões.
A quadrilha já vinha sendo investigada há pelo menos oito meses pelo Gaeco. No ano passado, numa troca de tiros com colegas de profissão, um policial suspeito de participação foi morto. Os envolvidos deverão responder pelos crimes de roubo, formação de quadrilha armada, corrupção passiva, concussão (extorsão praticada por funcionário público), receptação, entre outros delitos.
Pela Agência Estadual de Notícias, o secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, afirmou que o Governo não tolera policiais criminosos. ''Combatemos veementemente este tipo de conduta'', afirmou.
O comandante-geral da PM, coronel Anselmo José de Oliveira, disse que os policiais da ativa vão responder a procedimento que irá definir se serão excluídos mas nada comentou sobre as fardas oficiais apreendidas com ex-policiais. Um deles havia deixado a corporação em 2005, enquanto era investigado pelo Conselho de Disciplina.


