Curitiba - Pelo menos 17 pessoas supostamente ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) foram presas ontem em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O Ministério Público (MP) - órgão ao qual o Gaeco é ligado - não confirma que os presos sejam do PCC, mas informam que se trata de pessoas ligadas a criminosos presos em penitenciárias de São Paulo. Os 17 integrantes do bando foram detidos em ações realizadas em Palotina (Oeste) e Apucarana (Norte).
Segundo o promotor de Justiça Marcos Cristiano Andrade, do Gaeco-Guaíra, o grupo atuava no tráfico de drogas e na realização de assaltos. Os promotores e policiais do Gaeco monitoraram o bando durante 60 dias antes de efetuar as prisões. Todos foram detidos depois que a Justiça decretou a prisão preventiva do grupo com base nas evidências coletadas durante a investigação. Entre os detidos estão três líderes da facção no Paraná, que deverão ser encaminhados para a Penitenciária de Catanduvas.
Durante o trabalho de coleta de provas, o Gaeco chegou a tentar impedir um assalto do grupo a um malote de banco. ''Eles iam fazer o assalto quando o malote estava chegando ao banco, mas no dia da ação eles se confudiram e foram parar na agência bancária errada'', conta o promotor.
O bando também comercializada drogas na região e distribuia para outras regiões do país, em especial, São Paulo. Andrade também informa que cerca de meia tonelada de drogas negociadas pelo grupo foi apreendida ainda durante as investigações.

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