Londrina – O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) voltou a cumprir mandados de prisão contra acusados de participar de uma rede de exploração sexual em Londrina. Foram detidos preventivamente ontem dois investigados que residem em Cambé, na Região Metropolitana de Londrina: o empresário Antônio Crippa Neto, que já havia sido preso em abril e responde à ação penal em liberdade, e o agricultor Odair Aparecido Favali, suspeito de envolvimento em crimes sexuais com adolescentes entre 14 e 17 anos.
De acordo com o delegado do Gaeco, Alan Flore, além da contratação dos programas, Crippa Neto também é suspeito de aliciar as meninas para os encontros com os suspeitos. Já Favali teria se encontrado algumas vezes com as garotas exploradas. Após depoimentos na sede do Ministério Público, os dois foram levados para a unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL).
"Essas prisões foram motivadas pelo crime de exploração sexual de adolescentes. Um deles foi preso anteriormente em razão de outro inquérito que já se transformou em processo. Diante do surgimento de novos fatos, dois novos procedimentos foram instaurados que acabaram culminando na prisão preventiva dos indivíduos", afirmou.
O ex-vereador e advogado Zaqueu Berbel, que responde ação penal pelo suposto crime de estupro de vulnerável, teve revogada a prisão domiciliar e foi levado para a PEL, na última quarta-feira, após a decretação de um novo mandado de prisão preventiva.
Questionado sobre o número de suspeitos e de adolescentes exploradas, Flore respondeu que novos fatos também estão sendo apurados em outros procedimentos, o que pode aumentar o número de envolvidos nos casos. "Nós não temos ainda um número certo de garotas exploradas, bem como de pessoas envolvidas na figura de investigados", acrescentou. Mais de 15 inquéritos já foram abertos para apurar as denúncias de exploração sexual em Londrina, que começou a ser investigada no início deste ano com a prisão do auditor fiscal da Receita Estadual Luiz Antônio de Souza em um motel da cidade, após contratar um programa sexual por R$ 2,5 mil com uma adolescente, aliciada pela própria irmã.

DEFESA

O advogado Miguel El Kadri afirmou apenas que a prisão de Crippa Neto ocorreu em razão de uma delação premiada. "Um dos envolvidos fez a denúncia por crime sexual", resumiu. O empresário nega envolvimento no caso.
Segundo o advogado André Cunha, que representa Favali, "há uma série de divergências em relação aos nomes dos envolvidos e as situações descritas nos depoimentos coletados pelo Gaeco". Cunha negou o envolvimento do cliente no caso de exploração sexual e informou que pretende protocolar, na próxima segunda-feira, um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça. (Colaborou Viviani Costa)

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