Londrina – Uma mulher foi presa ontem pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na zona norte de Londrina, suspeita de participar da rede de exploração sexual em Londrina. Em entrevista à rádio Paiquerê AM, o delegado do Gaeco, Alan Flore, disse que a aliciadora Rafaela Gomes, 26 anos, foi identificada durante a investigação que apura crimes sexuais contra adolescentes, mas vinha colaborando com o Ministério Público (MP) com informações sobre o esquema de exploração. "Porém, em determinado momento, nós percebemos que ela estava atentando contra as provas obtidas e instrução, e isso, de fato, gera a necessidade que a medida cautelar de prisão preventiva seja decretada", explicou.
Além disso, Flore afirmou que a detenção da aliciadora foi "para preservar a formação da prova", o que foi acatado pela Justiça após pedido do MP. "Ainda existia a notícia de que ela poderia se evadir de Londrina e isso também seria um novo fato para se pedir a prisão preventiva", acrescentou.
Flore informou que a aliciadora já foi indiciada em outras investigações e responde pelos processos, mas como estava colaborando, a prisão não era considerada necessária até o prejuízo das provas. "Ela foi ouvida várias vezes e, em determinados depoimentos, nós constatamos que ela apresentava fatos inverídicos, atitude incompatível com a situação em que ela se encontrava", explicou o delegado. A aliciadora foi encaminhada ao 3º Distrito Policial.
Alan Flore não descartou a possibilidade de que suspeitos envolvidos no esquema de exploração sexual possam ter oferecido vantagens para que a aliciadora deixasse de colaborar com as investigações.

O CASO
A rede de exploração começou a ser desvendada em janeiro após a prisão em flagrante do auditor da Receita Estadual Luiz Antônio de Souza quando ele estava fazendo programa com uma adolescente de 15 anos em um motel de Londrina. Segundo as investigações, o encontro foi agenciado pela irmã da menor de idade por R$ 2,5 mil. Carla de Jesus foi detida como aliciadora do esquema, mas responde em liberdade após acordo de delação premiada.
Na audiência de instrução, a defesa do auditor pediu uma acareação entre os dois policiais que prestaram depoimentos como testemunhas de acusação, mas o pedido foi indeferido pela juíza. O advogado de Souza, Eduardo Duarte Ferreira, sustentou que o cliente não chegou a consumar o ato com a adolescente. Já a promotora Susana Lacerda informou que os dois réus confirmaram os fatos e que o processo segue para a fase final.

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