Curitiba- O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP) Estadual prendeu 23 pessoas, na manhã de ontem, suspeitas de integrar uma quadrilha envolvida com extorsão, roubo e tráfico de drogas. Segundo o promotor do Gaeco, Leonir Batisti, policiais civis e da polícia rodoviária estadual que trabalham em Arapoti (149 km ao sul de Jacarezinho), na região dos Campos Gerais, são acusados de receber dinheiro para dar cobertura para a quadrilha.
''Quando as vítimas da quadrilha procuravam a polícia eram desestimuladas. Eles acobertavam para que as vítimas não reclamassem'', explicou o promotor. A quadrilha, segundo o promotor, teria uma banca de venda de sucos, em que funcionaria um esquema de jogos de azar, na beira da estrada em Arapoti, na PR 090. A contravenção atrairia vários caminhoneiros, que perdiam dinheiro com o jogo.
Enquanto enganavam as pessoas com os jogos de azar, outros integrantes furtavam caminhões e carros. A quadrilha também seria responsável pela venda de drogas em Curitiba, Sengés, Jaguariaíva, Castro, Piraí do Sul, Ponta Grossa e Pontal do Paraná.
Um suspeito ainda permanece foragido. Foram apreendidas sete armas de fogo.
Segundo o MP, as investigações começaram em julho deste ano.
De acordo com a Agência Estadual de Notícias (AEN), os envolvidos responderão por formação de quadrilha, tráfico de drogas, roubos e extorsão. Os policiais serão responsáveis também por corrupção. Os policiais militares foram removidos para o Centro de Observação e Triagem (COT). Os policiais civis estão detidos na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba. Os demais serão transferidos para a cadeia de Ponta Grossa. A Secretaria da Segurança Pública (Sesp) trabalhou em conjunto com o MP no caso.

mockup