Londrina - O delegado responsável pelo inquérito que investiga a extorsão contra um funcionário da Sercomtel, Ernandes Cezar Alves, ouviu na manhã de ontem três testemunhas. Carlos Eduardo de Oliveira Pacheco, Arthur Barione e Paulo Alves Feitosa foram até a sede do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), onde foram ouvidos na qualidade de testemunhas no segundo inquérito, aberto na terça-feira para investigar o motivo da extorsão. O inquérito deve ser concluído dentro de 30 dias.
O delegado, que aguarda designação oficial para integrar o Gaeco, afirmou que o inquérito corre sob sigilo e por isso não iria se pronunciar sobre os depoimentos. Os advogados dos acusados também não quiseram dar detalhes da oitiva.
Pacheco e Barione foram presos em flagrante no dia 27 de agosto, juntamente com Darci dos Santos, acusados de tentar extorquir um funcionário do Sercomtel, se passando por policiais do Gaeco. No dia 5 de setembro Paulo Alves foi preso e Jaqueline Caligari, esposa de Pacheco, se apresentou ao Gaeco.
Segundo o delegado, o funcionário teria pago R$ 20 mil ao grupo. Quando houve a solicitação de mais R$ 120 mil, houve a denúncia que resultou nas prisões. Este primeiro inquérito já foi concluído e os cinco foram indiciados por extorsão e formação de quadrilha, permanecendo presos até o julgamento do processo ou decisão judicial.

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