Gaeco investiga policiais suspeitos de receber diárias em resort em troca de propina
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de março de 2021
Rafael Machado - Grupo Folha 
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Londrina deflagrou nesta quarta-feira (10) a segunda fase de uma operação que investiga um grupo de policiais militares e empresários supostamente envolvidos em um esquema de oferta irregular de serviços de segurança e omissão de fiscalização de crimes ambientais. Em contrapartida ao afrouxamento na verificação de irregularidades contra o meio ambiente, os PMs teriam recebido diárias em um resort de Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro.

Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas casas de funcionários do empreendimento de lazer. Ninguém foi preso. Segundo o Gaeco, o objetivo é confirmar se há relação entre as vantagens indevidas e a ausência de fiscalização dos agentes públicos. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal de Assaí.
"São oficiais da Polícia Militar agraciados com esses benefícios. Eles trabalham em diversos municípios, inclusive Curitiba e Londrina. Ainda não sabemos quantos agentes teriam sido presenteados com as diárias. Isso aconteceu por muitos anos. Os investigados também levavam familiares nesse hotel de luxo. Não descartamos eventuais prisões. O próximo passo é ouvir os funcionários do resort e os policiais", esclareceu o promotor Leandro Antunes.
A primeira etapa da Operação Cachoeira aconteceu em julho de 2020. Na época, dois policiais ambientais, dois proprietários rurais e um empresários foram detidos em São Sebastião da Amoreira, também no Norte do Estado. O Ministério Público apura a construção de um posto da PM Ambiental na área que pertence a um dos presos.


