Gaeco instaura outro inquérito sobre extorsão
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Lúcio Flávio Moura e Lucas Emanuel Andrade<br>Reportagem Local 
Londrina O delegado do 4o Distrito Policial de Londrina, Ernandes Alves, aguarda o resultado de alguns laudos para avançar na segunda frente de investigação sobre um caso de extorsão de um funcionário da Sercomtel. "Vamos apurar outros fatos em decorrência do primeiro. A motivação da extorsão, que pode caracterizar outros crimes", explicou Alves, que embora ainda aguarde a sua designação oficial para integrar o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime (Gaeco), já está atuando de fato no cargo.
O delegado não quis dar pistas sobre quais revelações os resultados dos laudos podem trazer, mas sugeriu que estas informações devem ser decisivas neste segundo inquérito, instaurado ontem e que deve ser concluído em 30 dias. A investigação vai seguir sob sigilo, afirmou Alves.
No dia 27 de agosto, três pessoas foram presas em flagrante na tentativa de extorquir um funcionário da Sercomtel. Carlos Eduardo de Oliveira Pacheco, Arhur Barione e Darci dos Santos se passavam por policiais do Gaeco. No dia 5 de setembro, Paulo Alves foi prso e Jaqueline Caligari, mulher de Carlos Eduardo, se apresentou ao Gaeco.
Conforme o delegado, o funcionário da empresa chegou a pagar R$ 20 mil para o grupo. Os investigados queriam receber mais R$ 120 mil, o que acabou motivando a denúncia. O primeiro inquérito já foi concluído. "As cinco pessoas foram indiciadas por extorsão e formação de quadrilha. O grupo segue preso até o julgamento do processo ou até que consigam alguma decisão judicial", completou Alves.


