Apucarana - O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) indiciou 27 pessoas, em inquérito concluído ontem, acusadas de participar do esquema de falsificação descoberto há dez dias em Apucarana (Centro-Norte). Durante as diligências da operação denominada Jolly Roger, 26 pessoas foram detidas e milhares de produtos falsificados foram apreendidos. Empresários e funcionários são acusados de corrupção ativa e formação de quadrilha.
O Gaeco também determinou o fechamento de pelo menos 14 fábricas, supostamente utilizadas para a produção das falsificações, e descobriu um esquema paralelo de pagamento de propina. Em troca da vantagem indevida, policiais acobertariam e protegiam a produção pirata.
Em entrevista coletiva, o delegado do Gaeco, Alan Flore, confirmou que os empresários pagavam R$ 3 mil mensais a cada um dos três policiais presos na última semana, incluindo o então delegado chefe de Apucarana, Valdir Abrahão.
Pelo menos quatro empresários - também detidos – teriam confirmado em depoimento nos últimos dias que foram assediados pelos policiais. "São elementos suficientes para comprovar a participação dos agentes públicos", disse o delegado, revelando que um policial militar aposentado também estaria envolvido no esquema. Os policiais respondem acusação de corrupção passiva e formação de quadrilha.
De acordo com Flore, 23 das 27 pessoas indiciadas permanecem presas na unidade dois da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2).
O delegado Alan Flore lembrou ainda que quatro dos 27 indiciados também devem responder por crime de lavagem de dinheiro. Durante as diligências, as equipes de investigação descobriram que os empresários acusados utilizavam cheques para "lavar" cifras milionárias. Em uma fábrica, a abordagem foi feita no momento em que cheques chegavam da Bahia pelo correio.

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