Gaeco encerra quinto inquérito contra Colli
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terça-feira, 08 de abril de 2014
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina O Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) encaminhou ontem ao Ministério Público (MP) o quinto inquérito policial contra o ex-presidente do Partido Verde (PV) Marcos Colli, que foi indiciado por estupro de vulnerável. Foram identificadas duas vítimas, que na época dos abusos eram menores de 14 anos.
De acordo com o delegado do Gaeco, Ernandes Cezar Alves, foram ouvidas diversas testemunhas e as vítimas confirmaram os abusos por parte de Colli. "O indiciado utilizou com estas crianças o mesmo modus operandi dos casos anteriores. Não conseguimos identificar uma possível terceira vítima. Havia uma foto, mas não a localizamos", frisou o delegado.
Neste mesmo inquérito, o Gaeco investigava a participação do ex-assessor da Câmara Municipal de Londrina no desaparecimento de uma adolescente de 17 anos, em 2010, na zona norte. Segundo Alves, não foi comprovada a participação de Colli no sumiço da garota. "Não há mais nenhuma investigação sobre novas vítimas do indiciado, a não ser que apareça algum fato ou informação por parte do MP."
Marcos Colli é réu em quatro ações criminais que tramitam na 6ª Vara Criminal de Londrina por ter cometido, contra 12 crianças, os crimes de estupro de vulnerável e de filmar e fotografar crianças e adolescentes em poses sexuais e pornográficas. Os processos foram concluídos após serem ouvidas as testemunhas arroladas pelo MP e pela defesa e também o réu. Porém, em todas as audiências, Marcos Colli se reservou ao direito de permanecer calado.
A juíza Zilda Romero aguarda a manifestação da defesa para eventuais requerimentos ou diligências para pronunciar a sentença, em até 30 dias. Se for condenado, Colli pode pegar de 8 a 15 anos de prisão pelos crimes de estupro e de 4 a 8 anos pelas imagens e fotografias.
Marcos Colli está preso desde 20 de maio do ano passado em uma cela especial no 5º Batalhão da Polícia Militar. A reportagem tentou contato com o advogado de defesa, Mateus Vergara, mas ele não atendeu as ligações.


