Curitiba - O Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público do Paraná (MPPR), apresentou à Justiça denúncia contra 12 policiais militares pela prática de tortura e supostas execuções realizadas em dois episódios distintos ocorridos no ano passado. O órgão também pediu a prisão preventiva de todos os envolvidos e aguarda um posicionamento do Judiciário.
Um dos casos se refere ao desaparecimento do ajudante de pedreiro Edenílson Murillo Rodrigues, de 26 anos, no dia 21 de maio de 2013. Conforme a apuração do Gaeco, sete policiais estariam envolvidos na ocorrência. O fato teria ocorrido na chácara onde Edenílson morava, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Na época do crime, familiares relataram que o rapaz foi retirado à força por policiais militares. Neste caso, além denúncia de tortura e execução, os suspeitos também podem responder por ocultação de cadáver.
A outra denúncia diz respeito a um triplo homicídio, ocorrido em outubro do ano passado, no bairro Umbará, na capital. Segundo o Gaeco, três rapazes foram detidos por cinco policiais militares logo depois de uma residência ter sido assaltada. Entretanto, em vez de encaminhar os suspeitos para a delegacia, os policiais teriam executado o trio de assaltantes num matagal, informando, posteriormente, que as mortes ocorreram em decorrência de um confronto com os bandidos.
A denúncia do Gaeco foi feita há aproximadamente 15 dias, mas só foi divulgada ontem. A Justiça ainda não se posicionou sobre o pedido. A Polícia Militar informou que nos dois casos citados foram instaurados inquéritos policiais militares (IPMs) para esclarecer as circunstâncias que envolveram os fatos, e que inclusive já foram remetidos para a Justiça. Caso fiquem comprovados os atos, a PM reforçou que podem ser aplicadas penas que vão de advertência a exclusão da corporação. Os militares estão afastados de suas funções operacionais.

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