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Gaeco deflagra quinta fase da Operação Imperium


Simoni Saris - Grupo Folha
Simoni Saris - Grupo Folha

 

Gaeco deflagra quinta fase da Operação Imperium
 


O núcleo regional de Londrina do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a quinta fase da Operação Imperium, que investiga a participação de agentes públicos e empresários em uma organização criminosa de exploração de jogos de azar. Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Londrina, Ortigueira e Telêmaco Borba e três de imposição de medidas cautelares diversas na Delegacia de Furto de Veículos, em Curitiba. 


Os suspeitos dessa fase são policiais civis investigados pela prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, participação em organização criminosa e facilitação da exploração de jogos ilícitos. Há indícios de que agentes públicos estariam facilitando a realização dos jogos de azar. “Com base nas análises do que foi apreendido nas fases anteriores, conseguimos detectar suspeitas de que esses alvos de hoje integram a organização criminosa e praticam os mesmos crimes. A ideia, com o cumprimento desses mandados hoje, é confirmar se essas pessoas, agentes públicos e agentes particulares, integram a organização criminosa e depois, confirmar a prática desses crimes”, explicou o coordenador do Gaeco em Londrina, Jorge Fernando Barreto da Costa. 


As medidas cautelares cumpridas na Delegacia de Furto de Veículos, na capital, tiveram o objetivo de contribuir com as investigações que apontam que enquanto sete policiais civis estiveram lá, em prisão custodiada em razão de outras investigações, receberam a visita de empresários ligado ao esquema que é objeto da Operação Imperium. “O pessoal da delegacia não é objeto de investigação. A suspeita é de que integrantes da organização criminosa se deslocaram de Londrina a Curitiba para se encontrar com policiais que estavam lá presos”, esclareceu Costa. “Não sei qual material foi apreendido na delegacia, mas poderá ajudar a comprovar esse contato, se existiram e por qual motivo.” 


As investigações tentam identificar se os policiais suspeitos de envolvimento no esquema recebiam vantagens para permitir o funcionamento de máquinas caça-níqueis e a realização de jogo do bicho. Os próximos passos são a análise dos documentos e celulares apreendidos e, na sequência, se forem necessárias, o cumprimento de novas medidas cautelares, adiantou o coordenador do Gaeco em Londrina. A operação desta quinta-feira foi executada pela Polícia Civil com o apoio da Corregedoria Geral da Polícia Civil e o Gaeco em Curitiba.  

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