Londrina - O delegado Ernandes Cezar Alves, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), concluiu o inquérito policial sobre o caso de Izaltino Toppa, funcionário da Sercomtel que teria tentando matar um colega de trabalho com veneno. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público (MP), sob a acusação de homicídio qualificado tentado, cuja pena prevista é de 12 a 30 anos de prisão, mas com possível diminuição pelo crime não ter tido êxito.
Segundo o delegado, após investigações, interrogatórios e análises do medicamento ficou comprovado que Toppa adulterou o remédio do colega. "Apesar de ele ter confirmado informalmente, negou em seu interrogatório. Todas as provas, contudo, mostram que houve a tentativa, reforçada pelo laudo médico do homem que tomou o remédio." Anteriormente, Toppa teria ainda contratado um grupo para cometer o assassinato contra o mesmo companheiro de trabalho. Os criminosos passaram a extorqui-lo, sendo realizado um pagamento de R$ 20 mil. Mediante o suborno, tentaram conseguir outros R$ 120 mil, ameaçando levar o caso à polícia. A motivação do crime não foi revelada.
O advogado de Toppa, Antonio Carlos de Andrade Vianna, diz aguardar a acusação formal para iniciar a defesa. "Acompanhei todo o inquérito e não há nada de provas. Nem a possível motivação do crime, que corre em outra investigação, foi concluída", resumiu. Ele adianta que entrou com pedido de liberdade provisória.

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