Gaeco apreende documentos e equipamentos em nova fase da Quadro Negro
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de agosto de 2019
Luis Fernando Wiltemburg - Grupo Folha 
A sexta fase da Operação Quadro Negro, deflagrada nesta quarta-feira (7) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), culminou em buscas e apreensões executadas em 32 residências e quatro pessoas presas. A operação, promovida pelo braço especializado do MP contra a corrupção, descortinou um esquema de desvios de dinheiro público na construção e reforma de escolas estaduais entre os anos 2012 e 2015, durante o governo Beto Richa (PSDB).
As buscas foram feitas em 29 residências ligadas a empresários e três pertencentes a ex-servidores estaduais, nas cidades de Curitiba, Campo Largo, Castro e Cascavel. Quatro pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e um desacato a autoridade. “É uma coisa rara no nosso serviço, mas acabou acontecendo”, diz Batisti. O detido é parente de um dos ex-servidores.
A Operação Quadro Negro começou investigando desvios de recursos em obras em escolas públicas que eram pagas, mas não executadas, com a interferência de servidores públicos e agentes políticos que, segundo o MP, recebiam propina.
O início da investigação mirava apenas na Construtora Valor, ampliando para 22 empresas que teriam ligação a ela. Segundo Batisti, a nova fase busca documentos e outros indícios que sustentem a apuração.“Estamos atrás de documentos que possam corroborar ou confirmar isso. Estamos atrás de registros em computadores e celulares e, eventualmente, dinheiro”, diz Batisti. Em uma das buscas desta quarta, foram apreendidos US$ 6 mil.
(Atualizado às 12h33)


