Gaeco acompanha morte por policiais do Denarc
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quinta-feira, 19 de junho de 2008
Diego Ribeiro<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Curitiba, do Ministério Público (MP) estadual, acompanhará a investigação da morte do motorista atingido por tiros disparados por policiais civis do Departamento Estadual de Narcóticos (Denarc).
O caso aconteceu na tarde de quarta-feira. Os seis policiais envolvidos foram afastados de suas funções enquanto os fatos estão sendo esclarecidos. A equipe estaria investigando uma quadrilha que transportaria um carregamento de 140 quilos de maconha, quando teriam suspeitado do condutor do passat com vidros escurecidos, durante uma abordagem. Uma moça e uma criança que estavam no carro também se feriram.
O Departamento da Polícia Civil (DPC) determinou, em caráter especial, que o delegado-adjunto do Núcleo de Repressão ao Crime Organizado (Nurce), Robson Barreto, investigue o caso. Segundo a polícia, o inquérito foi aberto e a perícia realizada no carro. O laudo do Instituto de Criminalística deve ser concluído em até 30 dias.
O delegado-geral da Polícia Civil, Jorge Azôr Pinto, afirmou que a equipe não estava caracterizada. ''A posição do departamento é de absoluta transparência. Eles não estavam nem poderiam estar caracterizados. Ali era uma atividade de investigação, diferente de uma blitz. Mas os policiais se identificaram, mostraram as insígnias e colocaram o giroflex nas viaturas'', afirmou o delegado. A passageira do veículo, Eziane Batista Zebleski, já foi ouvida. Um delegado da Corregedoria também investigará paralelamente o caso.
O motorista do passat, João Mochinski, 50 anos, foi enterrado ontem, no cemitério municipal de Balsa Nova, na localidade de Bugre, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O veículo está detido na delegacia de Campo Largo, com aproximadamente 14 buracos de tiro e o vidro traseiro quebrado. Há ainda um tiro na frente do veículo.


