Alvorada do Sul - Quatro caminhões boiadeiro com pelo menos 83 cabeças de gado da raça Guzerá foram furtados na tarde de sábado da Fazenda Palheta, que pertence à Usina Central do Paraná (UCP), em Alvorada do Sul (68 km ao norte de Londrina). Os caminhões e pelo menos cinco pessoas, acusadas pela polícia de pertencerem à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) foram presos e encaminhados à Delegacia de Bela Vista do Paraíso.
Segundo o delegado Luiz Carlos Azevedo, os homens foram abordados pela polícia na saída da fazenda onde também foi detida uma pessoa que iria comprar os animais. ''Recebemos denúncias de vizinhos da região de que bois estariam sendo roubados da Fazenda Palheta e naquele dia conseguimos flagrá-los levando os animais. Nenhum deles confessa o crime. Os motoristas alegam que foram contratados por uma quinta pessoa só para transportar o gado e o receptador também disse que teria conversado com uma pessoa da fazenda para efetuar a compra. Eles permanecerão presos à disposição da Justiça e vamos continuar investigando o caso'', disse.
De acordo com o administrador da fazenda em depoimento à polícia, cada animal vale cerca de R$ 1,3 mil e pelo menos 300 cabeças já teriam sido furtadas da área. ''Encontramos outros 22 animais separados prontos para serem transportados também'', completou o delegado. Os animais foram devolvidos à UCP e escoltados até Porecatu em outra área da Usina.
Desde final de janeiro a Fazenda Palheta está ocupada por cerca de 30 famílias de sem-terras da Contag, que ocuparam a área pela segunda vez poucos dias depois de terem sido retirados do local por meio de cumprimento de reintegração de posse.
A FOLHA entrou em contato com Celso Damasceno, um dos líderes da Contag na região e que também está acampado na Fazenda Palheta. Ele disse que ficou sabendo do roubo do gado só na segunda-feira e informou que os acusados não fazem parte do movimento. ''Não sabemos quem são essas pessoas e nem chegamos a ver quando esses animais foram roubados'', disse. A direção da UCP informou à FOLHA que não consta nenhum tipo de irregularidade da área junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

mockup