Rio Branco do Ivaí - Entre 30 e 35 caminhões rumaram ontem para a Fazenda Mestiça, em Rio Branco do Ivaí (Norte do Estado), para começar a retirar as quase 1,5 mil cabeças de gado. A propriedade foi invadida por cerca de mil famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Elas teriam expulsaram os funcionários e abatido 30 bois. Em Cornélio Procópio (Norte Pioneiro), uma outra fazenda também foi invadida pelo MST como forma de pressionar o governo federal a fazer a reforma agrária.
Na manhã de sábado, quatro ônibus e alguns caminhões teriam levado cerca de mil famílias para erguer acampamento na Fazenda Mestiça. Conforme a coordenação estadual do MST, os trabalhadores partiram de acampamentos de Manoel Ribas, Pitanga e Jardim Alegre.
Segundo o funcionário da fazenda, Flávio Ferreira, as nove famílias que trabalhavam no local foram expulsas por invasores armados e estão alojadas em um hotel da cidade. Apenas uma idosa e o filho dela teriam sido autorizados a permanecer na área.
A sede e o escritório também foram ocupados e, anteontem, os sem-terra teriam abatido pelo menos 30 cabeças de boi. A representação do MST alegou que não tinha conhecimento destas informações.
A fazenda possui cerca de 1,3 mil alqueires e é voltada à pecuária e agropecuária. Os advogados da proprietária, Maria Antonieta de Junqueira Neto Cordeiro, devem ingressar nas próximas horas com ação de reintegração de posse. A Polícia Militar monitora a situação à distância.
Também no sábado, cerca de 600 integrantes do MST invadiram a fazenda Santa Alice, localizada entre os municípios de Cornélio Procópio e Nova Fátima. De acordo com o movimento, a fazenda teria pouco mais de mil alqueires que já teriam sido ofertados ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
O Paraná, segundo o MST, conta com oito mil famílias acampadas em beira de estradas e latifúndios improdutivos.

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