G-20 tenta evitar novos abalos nos países emergentes
já estiveram num jantar reservado na sede do Parlamento, na companhia dos demais representantes do G-20. As delegações do Brasil, Argentina, China, Índia, Indonésia, Coréia do Sul, México, Rússia, Arábia Saudita, áfrica do Sul, Austrália e Turquia, chegaram ao jantar demonstrando entusiasmo. Todos evitaram a imprensa, inclusive Michel Camdessus, que está deixando o cargo de diretor-gerente do FMI. Este grupo se juntou ao G-7 para formar o G-20, que está tirando lições de crises como a da ásia. Num dia inteiro de discussões a portas fechadas, o grupo quer encontrar soluções para evitar que novos abalos monetários em países emergentes continuem provocando o aumento da mobilidade do capital internacional. O grupo vai concentrar as discussões em torno da regulamentação do setor financeiro, controle das dívidas, políticas monetárias e padronizações internacionais. Haverá a defesa da redução de empréstimos considerados excessivos. Os participantes do G-20 devem discutir a relação do débito externo excessivo com a vulnerabilidade às crises internacionais. Em relação à política monetária, as teses que deverão ser apreciadas pelo grupo mostram, por exemplo, o risco de sustentar um regime intermediário entre aquele de taxas totalmente flexíveis e os sistemas muito rígidos. Esta fórmula pode ser difícil de ser sustentada num mundo de larga escala de fluxos de capitais, o que exige um mínimo de reservas muito elevado. Nessa nova ordem mundial, segundo garantem seus participantes, as prioridades dos países emergentes devem ter o mesmo peso das expectativas das nações ricas. Porque o desenvolvimento ou não das economias emergentes atinge toda a atividade global.Por Marli Olmos (enviada especial) Berlim, 15 (AE) - O G-20, fórum que juntou países industrializados e emergentes num único bloco para controlar a vulnerabilidade global às crises localizadas, vai reunir amanhã (16) em Berlim ministros da área econômica e presidentes dos bancos centrais de 19 países, incluindo o Brasil, além de representantes da União Européia e do Fundo Monetário Internacional (FMI). O ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse, ao chegar hoje à capital da Alemanha, que está otimista com o encontro. Esta noite, Malan e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga





