Futuro pólo de decisões do Mercosul
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sexta-feira, 06 de junho de 1997
Mônica Venson Especial para a Folha 
Ney de SouzaInfra-estruturaMelhoria do trânsito na Ponte da Amizade é projeto fundamental Foz do Iguaçu está se preparando para ser o centro de eventos e um grande pólo de decisões do Mercosul. O objetivo do Instituto Polo Internacional Iguassu é ampliar o potencial da cidade e fazer com que todas as ações e diretrizes do Mercosul sejam discutidas na região.
Para alcançar essa meta, o Instituto está elaborando, a partir de três macroprojetos, um grande conjunto de ações com dez itens principais.
A meta é fazer de Foz do Iguaçu um centro de decisões, como é Bruxelas (capital da Bélgica) para a União Européia, onde são realizados fóruns e estão concentradas todas as decisões daquele bloco econômico, explica o coordenador técnico do Polo Iguassu, Carlos Beyerdorff.
O conjunto de ações será extraído de estudos e planos elaborados pela Foztur (órgão oficial do turismo de Foz do Iguaçu), Projeto Costa Oeste (do Governo do Estado do Paraná) e da Declaração de Puerto Iguazú (resultado do 5º Foro Permanente de Governadores).
ProjetosO afastamento das aduanas brasileira e paraguaia, a inteligação dos aeroportos internacionais de Foz do Iguaçu, Ciudad del Este e Puerto Iguazú, e a melhoria do fluxo de automóveis, caminhões e ônibus de turismo na Ponte da Amizade (que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este), são projetos interligados e fundamentais para tornar a região um centro internacional de eventos.
O projeto de afastamento das aduanas da Ponte da Amizade prevê a transferência dessas estruturas para as rodovias que dão acesso a Foz do Iguaçu e Ciudad del Este.
O afastamento vai fazer com que a região se torne uma área de livre comércio, permitindo a implantação de grandes indústrias, com o objetivo exclusivo de atender o Mercosul, e o Polo vai lutar para isto afirma Beyerdorff.
A interligação dos três aeroportos internacionais faz parte do Projeto Costa Oeste e deverá ser feito com a implantação de um sistema de transporte coletivo, o ligeirinho (sistema de ônibus urbano implantado em Curitiba, que torna o transporte mais ágil e fácil). A adoção desse sistema depende da melhoria do tráfego na Ponte da Amizade, hoje constantemente congestionada.
Outras açõesPara o prefeito Harry Daijó (PPB), a extensão da Ferroeste de Cascavel a Foz do Iguaçu e o sistema de hidrovias Tietê-Paraná e Paraná-Bacia do Prata - projetos já em andamento -, são a confirmação de que o município tem vocação para centralizar as ações do Mercosul. Ele afirma que a localização geofísica permite que Foz seja considerada a capital do Mercosul.
O ramal da Ferroeste está em fase de licitação e, segundo o governador Jaime Lerner (PDT), será concluído ainda durante o seu governo, junto com a privatização da ferrovia.
Para a conclusão do projeto da Hidrovia Tietê-Paraná, ainda falta a abertura da eclusa da Hidrelétrica de Jupiá, no Estado de São Paulo, que deve acontecer até o fim do ano.
Segundo Daijó, a prefeitura está em negociação com o Ministério dos Transportes e a Secretaria de Planejamento do Governo Federal para que seja feita a instalação de portos no montante e na juzante da represa de Itaipu (antes e depois da barragem).


