Futuro de Tereza Grossi está nas mãos do PMDB14/Mar, 20:10 Por Rosa Costa e José Ramos Brasília, 14 (AE) - O futuro da mensagem presidencial indicando Tereza Cristina Grossi para o cargo de diretora de Fiscalização do Banco Central será conhecido amanhã, quando a bancada do PMDB decidir sobre a posição que adotará nesse assunto. É no partido, responsável pela criação da CPI do Banco, que está a maior parte dos parlamentares que se opõe à escolha do presidente do BC, Armínio Fraga. A posição da maior legenda do Senado passou a ser decisiva depois de constatado que os parlamentares estão divididos sobre o nome. A primeira e mais difícil votação a que Treza Grossi terá de se submeter é na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Os 54 integrantes da CAE vão sabatiná-la na semana que vem, informou o presidente da comissão, Ney Suassuna (PMDB-PB). O senador analisa o nome de três colegas para relatar a matéria: José Fogaça (PMDB-RS), Jorge Bornhausen (PFL-SC) e Pedro Piva. O relator da CPI, senador João Alberto (PMDB-MA), que citou Teresa Grossi como uma das responsáveis pela operação de ajuda aos bancos Marka e FonteCidam, antecipou que vai rejeitar a indicação. O líder do governo no Senado, Jose Roberto Arruda (PSDB-DF), subiu hoje à tribuna para defender a indicação do presidente Fernando Henrique. Ele repetiu os argumentos que disse ter ouvido de Armínio Fraga, de que não poderia punir "uma funcionária exemplar" que se limitou a seguir as determinações de seus superiores. "Excluir Tereza de uma promoção seria puni-la, coisa que nem o Ministério Público nem a Justiça fizeram", argumentou. Para o senador José Eduardo Dutra (PT-SE), com a indicação, o governo mostrou que também considera o relatório da CPI "um lixo", como declarou o ex-diretor de Fiscalização, Luiz Carlos Alvarez, em novembro. A posição de Dutra será seguida pelos 15 senadores de oposição. No PSDB haverá pelo menos a "dissidência" do senador Osmar Dias. Para o senador Ramez Tebet (PMDB-MS), a posição mais difícil será a dos colegas que participaram da CPI dos Bancos. Segundo ele, a "insistência" do governo em indicar Tereza é "politicamente inexplicável". "A não ser que se admita que há alguém insubstituível na República", ressalvou o senador.

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