Fusões e aquisições recuam 43,61% no trimestre, aponta consultoria
São Paulo, 28 (AE) - As operações de fusões e aquisições de empresas no primeiro trimestre deste ano recuaram 43,61% no Brasil, em comparação com o mesmo período de 1998, conforme pesquisa divulgada hoje pela área de Corporate Finance da consultoria KPMG. O levantamento contabiliza 53 transações nos três primeiros meses de 99, ante 94 realizadas no ano passado.
A queda nas transações se deve à desvalorização do real, que ocasionou a atual crise econômica, diagnosticou o sócio da KPMG, Márcio Lutterbach. "Os investidores preferiram adiar as compras e aguardar uma definição sobre os rumos da economia. Sem isso, é muito difícil fazer qualquer projeção do valor de uma empresa", disse.
No entanto, Lutterbach previu que os grupos estrangeiros voltarão a ter uma atuação mais agressiva a partir de julho. "O Brasil continua na rota dos investidores e isso deve aquecer o mercado de fusões e aquisições no segundo semestre", diz.
A queda dos preços em dólar das empresas brasileiras, a necessidade de substituição das importações e de acesso a funding mais barato e disponível são os fatores que devem alavancar o retorno dos estrangeiros, segundo o sócio da KPMG.
Na pesquisa relativa ao primeiro trimestre, o setor de telecomunicações ocupou o primeiro lugar, com seis operações. O segundo lugar ficou com os setores de alimentos, bebidas e fumo e de instituições financeiras, com cinco cada um deles. As áreas de seguros e de supermercados ficaram em quarto lugar, com quatro transações cada.
São Paulo segue liderando o ranking de fusões e aquisições da KPMG, com 45,1% do total de transações. Em seguida aparecem os estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, com 11,3%. Em terceiro lugar estão Paraná, Bahia e Amazonas, 4 8%.





