Fusão não preocupa Volks14/Mar, 16:07 Por Evandro Fadel Curitiba, 14 (AE) - O presidente da Volkswagen América do Sul Herbert Demel, disse hoje que a aliança entre Fiat e General Motors era prevista e não pegou a empresa de surpresa. "O ruído no ar já mostrava isso", disse. "A Fiat tinha necessidade de lincar com alguém, começou com a Ford, depois GM, depois Daimler-Chrysler e finalmente a GM." Ele garantiu que a união não preocupa. "Vamos acompanhar de perto os passos desses dois e tomar as decisões necessárias." Demel também não acredita que a Volks precisará ter reações rápidas. "São duas empresas grandes (GM e Fiat) e vão precisar de algum tempo até os primeiros sinais da junção aparecerem no mercado, por isso não acredito que precisemos reagir em curto prazo", disse. Ele descartou que a Volks esteja analisando uma associação semelhante para fazer frente à concorrência. "Somos suficientemente grandes, temos suficiente potencial para crescer e não precisamos casar." Segundo ele, a Volks já faz parte de um grupo com várias marcas (Volkswagen, Audi, Seat, Skoda, Bentley, Rolls Royce e Lamborghini) e implantou em vários locais pequenas fusões industriais. Ele citou como exemplo a fábrica de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, onde Volks e Audi trabalham sobre a mesma plataforma. O presidente da Audi do Brasil, Nikolaus Feil, disse que ainda é prematuro analisar o impacto que terá no mercado automotivo a aliança entre a GM e a Fiat. "Mas acho que para o Brasil e o México não deve mudar muito", opinou. Atualmente, esses são os dois principais mercados para os automóveis construídos em São José dos Pinhais. "Se eles tomarem decisões que melhorem a situação para o consumidor nós vamos reagir, mas neste momento não tenho medo." O diretor de Assuntos Corporativos da Volkswagen, Miguel Jorge, disse que não há paralelo entre a aliança realizada pela GM e Fiat e a da extinta Autolatina, que entre 87 e 94 reuniu a Volks e a Ford nos mercados brasileiro e argentino. "As situações são muito diferentes, era um mercado totalmente fechado", disse. "As empresas se juntaram para conseguir uma série de vantagens de escala e conseguimos." Segundo ele, uma das principais causas do fim da Autolatina foi a abertura de mercado, pois os setores de marketing e vendas não eram comuns e não tinha como manter mais os nichos de mercado. Ele acredita que a GM e a Fiat podem ter "sinergia interessante", como teve a Autolatina, nas áreas de compras e produção de motores, mas não deve alterar o mercado. "O que se procura é sinergia para melhorar a produtividade a competitividade", disse. "Não acredito que vá refletir no custo para o consumidor final." Segundo ele, todas as montadoras tiveram prejuízo em 99 e agora trabalham para voltar a ter saúde financeira. "Talvez a preocupação seja mais para o futuro, quando eventuais opções de compra forem exercidas, se forem exercidas."

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